Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010  
 
Home Artigos Entrevistas Notícias Variedades Das Antigas Fotos Perfil Contato
 
Perfil do Autor

Valfrido da Silva Melo é jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de TV e consultor político.
saiba mais >>
 
Últimos Posts
07/02/2010
Turma da Owari deve ficar mesmo com Zeca
05/02/2010
A obsessão totalitária do Valdecir
05/02/2010
Dilma é reprovada em teste de omelete
04/02/2010
Meia volta, volver!
03/02/2010
O tiro no pé, de Nelsinho Trad
01/02/2010
"Ajuda Maria" pode ser barrado pela Justiça
29/01/2010
Valter Pereira, em campanha pela dignidade
28/01/2010
Se a moda pega...
27/01/2010
Uma eleição pra lá de esquisita
25/01/2010
Jornal lança dúvidas sobre candidatura Zeca
 
 
Arquivo 2010
Fevereiro 2010
Janeiro 2010
 
 
 
 
 
 
 
07/02/2010 | 11:53
Turma da Owari deve ficar mesmo com Zeca

Foto: Anita Tetslaff

Valdecir com seu ídolo, Zeca do PT, em Dourados: só alegria

Com a coluna travada, não pude acompanhar o périplo de titio Zeca em Dourados na última sexta-feira. Como o blog, ainda discriminado por muita gente, não recebeu a visita de tão ilustre comitiva, privilégio dos veículos de comunicação alinhados com a prefeitura, resta-me chupar o texto do amigo Fábio Dorta, no CORREIO DO ESTADO, para tirar minhas conclusões sobre mais esta etapa da pré-campanha petista. E de tudo que se viu, se falou e se escreveu, o mais importante é o que aqui já foi antecipado: a turma da Owari fica mesmo com Zeca do PT. Valdecir, o poderoso chefão, vai empurrar André Puccinelli com a barriga o quanto puder, para tentar se livrar do xilindró, pelo menos neste primeiro momento, mas seu coração é Zeca e fim de papo.

Na entrevista ao CE Zeca disse com todas as letras: "Acredito que ele (o Valdecir) continua no PDT e vai ficar comigo", afastando a possibilidade do prefeito voltar ao PMDB, partido do qual saiu por desconfiar que seria preterido na disputa pela prefeitura, dois anos atrás. Ainda no calor das investigações da operação que desmantelou a quadrilha que agia na prefeitura de Dourados, no ano passado, Zeca chegou a dizer que não teve nada a ver com a eleição do pedetista, dando a entender que não gostaria de ter o apoio dele.

Esse negócio de Owari, pelo jeito, não preocupa mais Zeca nem seus aliados, tanto que o deputado Dagoberto Nogueira chegou ao cúmulo de dizer, em Dourados, a cidade que ele disse crescer igual rabo de cavalo, que o Valdecir não tem nada a ver com isso, ou seja, em sua opinião, o prefeito é um anjinho. Com isso, toda a investigação da Polícia Federal foi por água abaixo. Brincadeirinha do xerife Galloni e seus meninos. Da mesma forma o trabalho do Ministério Público e dos Juízes envolvidos no processo. O veredicto está dado. O "juiz" Dagoberto Nogueira já absolveu todo mundo. E o ex-governador deve estar pondo a maior fé neste veredicto, tanto que um de seus compromissos em Dourados foi justamente o casamento da filha de um dos réus da Owari, o vereador Humberto Teixeira Jr., cujo pai, o ex-prefeito Humberto Teixeira, foi citado pelo próprio Zeca como seu provável companheiro de chapa.

Os Owari/Brothers estão tão confiantes da absolvição que já cantam vitória pelos quatro cantos da cidade, e falam, inclusive, em vultosas reservas orçamentárias para o caso de algum desvio de percurso na reta final. Não querem ser surpreendidos, como aconteceu naquele fatídico 7 de julho, quando os principais assessores do prefeito, seu vice-prefeito, inclusive, foram parar na cadeia por suas ligações com a quadrilha.  Para o Valdecir, como se vê, esse negócio de cadeia é pra quem não tem dinheiro, o que não deve ser o caso dele, evidentemente.

Imprmir   Enviar  Comentários ( 19 )
05/02/2010 | 17:43
A obsessão totalitária do Valdecir

Foto: arquivo

Tenho evitado entrar no assunto, por estar sub judice, em respeito à Justiça, mas diante das muitas manifestações de solidariedade de colegas de imprensa e dos internautas, devo informar que está tudo bem, que foi tranquila, apesar da presença do Valdecir (foto), a audiência de ontem à noite no Juizado Especial de Pequenas Causas, onde o prefeito entrou com uma ação para tentar calar este blog. Neste caso, o tête-à-tête é apenas uma tentativa de acordo entre as partes. Como não quero negócio com o dito-cujo, o processo segue direto para a sentença.

Confesso que saí de lá meio frustrado, por não ter tido a oportunidade de ouvir, de viva voz, as contra-razões do excelentíssimo senhor prefeito municipal. Conheço bem esses trâmites, sei que é assim, afinal não é a primeira vez que sou processado, mas seria interessante ouvir o que ele tem a falar a respeito de alguns temas, bastante delicados, contidos na inicial em que me pede uns trocados como indenização e, liminarmente, para tirar o blog do ar. Mas acho que mais frustrado saiu o Valdecir, pois chegou botando banca, e, com certeza, achou que ali poderia dar de dedo em mim, pelo que deixou claro - "a partir de agora só converso com você na frente do juiz" - em nosso último entrevero, naquele dia que quase partiu para as vias de fatos, ali em frente da CB do Takeo.

Hoje, depois de travar a coluna na rampa de um restaurante, tentei tirar minha sesta sagrada, mas veio o pesadelo: o Valdecir ameaçando me mandar para o xilindró. Levantei meio assustado, vim para o computador e encontrei uma edição atrasada da revista Veja, tratando da censura a que o governo do presidente Lula pretende submeter os veículos de comunicação. E o título, que me remeteu ao Valdecir: A obsessão totalitária. "Censurar a imprensa e impedir o fluxo de idéias no Brasil é a única bandeira genuinamente comunista que sobrou aos petistas". Temos que dar o devido desconto, claro, por ser este um texto de Veja.

Só para situar o Valdecir e sua turma, que não devem entender coisíssima nenhuma desse negócio de comunismo, deixo, para reflexão, duas frases desta mesma reportagem, cujos autores dispensam maiores comentários: "Se eu tivesse de decidir entre um governo sem jornais e ter jornais sem governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção". Thomas Jefferson, em 1787. Explica aí pro Valdecir, meu caro Passaia, quem é esse tal de Jefferson. Mas, por favor, páre por aí, não leia a frase seguinte e nem tente fazer o que o camarada Vladimir Lenin sugeriu, em 1912: "Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos". Qual delas mais se adapta à (triste) realidade do (des) governo Valdecir?

Imprmir   Enviar  Comentários ( 38 )
05/02/2010 | 10:03
Dilma é reprovada em teste de omelete

Foto: O Globo

Os detalhes foram minimamente preparados para dar tudo certo. Só se esqueceram de uma frigideira especial, daquelas em que a omelete não gruda no fundo. Além disso, exageraram também na claque, com as palmas, de tão intensas e repetidas, quase não deixando a ilustre entrevistada concluir seus pensamentos. No mais, foi um show de entrevista. Muito mais pela desenvoltura da apresentadora (a mais competente, mais bela e mais sensual da televisão brasileira), que deixou a convidada muito à vontade, do que pela performance de Dilma Rousseff. Sim, a toda poderosa Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República sentou-se ontem no sofá de Luciana Gimenez, no Superpop da Rede TV, para falar de trivialidades. E de política, obviamente.

Não é fraco este Franklin Martins, Ministro-Chefe da propaganda do governo Lula e companheiro de guerrilha de titia Dilma (vai aprendendo aí, Eleandro Passaia, como se faz assessoria!). Ou será que a entrevista já é coisa do tal assessor de campanha do Barack Obama, contratado a peso de ouro para uma consultoriazinha básica para a candidata petista? O que importa é que foi uma aula de produção de TV, e que fique a lição, principalmente aos dirigentes de emissoras do Mato Grosso do Sul, que parecem meio abestados, pelo tanto de porcaria que colocam no ar ultimamente.

A parte mais interessante da entrevista em que Dilma puxou o saco à beça do patrão Lula e alfinetou o adversário José Serra foi aquela em que Luciana Gimenez a levou até um fogão para fazer uma omelete. Tudo ia bem na demonstração dos dotes culinários - cebola e tomates picadinhos, cheiro verde, coisa e tal - da mulher que pretende dirigir o País até que o ovo começou a grudar no fundo da frigideira. Dilma colocou a culpa na frigideira, e o que era para ser uma omelete virou duas porções de ovos mexidos. Mas, "ovos mexicanos", segundo ela. Chique no "úrtimo". O grude ficou "tão bom", que a própria cozinheira e a apresentadora comeram tudo, deixando a platéia - e a audiência - só na vontade.

O problema desse tipo de iniciativa é a enxurrada de plágios que os telespectadores terão que aturar, num ano eleitoral. E não se iludam. Dona Maria de Freitas nem deverá esperar pelo horário eleitoral na TV, devendo ser a primeira a aparecer no programa de Carmem Cestari, na Record-MS, para mostrar ao Mato Grosso do Sul os segredos do bolinho-de-chuva que faz com tanto carinho para servir ao Valdecir ao final de suas exaustivas caminhadas pela periferia de Dourados. Senhor, tenha piedade de nós!

Imprmir   Enviar  Comentários ( 22 )
04/02/2010 | 11:33
Meia volta, volver!

Ontem o deputado Jerson Domingos, presidente da Assembleia Legislativa, e que é da cozinha de André Puccinelli, disse que o prefeito Nelsinho Trad iria recuar na decisão de apoiar a candidata petista à Presidência da Repúblia, Dilma Rousseff, e seguir a orientação do governador, que tende a apoiar o candidato tucano José Serra. Batata! Hoje, o prefeito de Campo Grande já mudou o tom do discurso. Veja a matéria de João Prestes e Valdelice Bonifácio, no Midiamax.

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) já não demonstra tanta disposição em formar palanque para a candidata do PT à Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, como sinalizava até então. Hoje, durante ato público no bairro Jockey Clube, Nelsinho se definiu apenas "simpático" ao governo federal e à Dilma e reiterou que sua prioridade é a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB).

O que for preciso fazer para ajudar André a se reeleger, Nelsinho disse que fará. Não quis afirmar, entretanto, que poderia, inclusive, apoiar o candidato tucano à Presidência da República, que provavelmente será o governador de São Paulo, José Serra. "Aí vocês já estão partindo para o campo da especulação", despistou.

A posição de Nelsinho já foi explicada para André, que teria compreendido os motivos. "Até porque, quem saiu primeiro com essa conversa de fada madrinha foi ele", disse Nelsinho. O governador costumava chamar a ministra Dilma de fada madrinha, quando cortejava o governo federal em busca de recursos para investimentos no Estado.

Imprmir   Enviar  Comentários ( 55 )
393 no total, mostrando de 1 até 4
Primeira | 2 | 3 | 4 | 5 | Última
 Busca: