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Valfrido da Silva Melo é jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de TV e consultor político.
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15/03/2010 | 17:09
Murilo Zauith na hora da decisão

Foto: Anita Tetslaff

Com os amigos e parceiros políticos que tem o vice-governador Murilo Zauith (foto) não precisa de inimigos, muito menos de adversários políticos. Primeiro vem o deputado Zé Teixeira, aliado de primeira hora, dizer que ele não tem chances de se eleger senador e que precisa continuar sendo vice de André Puccinelli. Depois, o deputado Geraldo Resende, um dos mais ardorosos defensores da candidatura do deputado Waldemir Moka ao Senado, declarando apoio à sua candidatura, como se não soubesse que a única chance dele chegar ao senado é derrotando o próprio Moka.

Hoje de manhã, numa conversa olho no olho com André Puccinelli, Murilo começou a definir seu futuro político. O governador, agora, também o quer candidato ao Senado. E até o convidou para irem juntos a Três Lagoas, oficializarem o convite a Simone Tebet para que seja candidata a vice.

A questão é que o projeto de Murilo Zauith não é apenas ser candidato a senador, e nisso Zé Teixeira tem razão. Ele quer ser senador, o primeiro senador de Dourados e região. E sabe que para isso terá que atropelar Moka e quem estiver com ele. Sabe que sua hora é agora ou nunca. E, que, para isso, talvez tenha que buscar novos amigos, e novos parceiros políticos.

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12/03/2010 | 16:46
Valfrido Silva e seu bisturi

Ele é suspeito por ser meu amigo de fé, meu irmão camarada - e meu mestre! Mas quando um dos maiores jornalistas deste país, como é o caso de Oscar Ramos Gaspar (Premio Esso de jornalismo) escreve, não tem como não ler. Compartilho esta homenagem com os internautas, depois de plagiar Roberto Carlos e de me apropriar do slogan da Folha de S. Paullo, usando o bordão mais cômodo para estas ocasiões: Deu no Blog do Oscar! http://www.blogdooscar.com.br/ :

"Valfrido Silva e seu bisturi"

O blog do competente jornalista Valfrido Silva - www.valfridosilva.com - se consolida, a cada dia, como o instrumento mais eficaz para medir o pulso da política - e tudo é política, já dizia o Brecht - de Dourados. Dono de um texto com a cortante eficácia de um bisturi, Valfrido Silva faz, neste momento, cirurgia - ou seria necropsia - meticulosa e profunda na administração (?) do prefeito Ari Artuzi.Líder estadual absoluto em número de comentários sobre seus "posts", o blog de Valfrido Silva é um estuário das mais diversas e divergentes opiniões, conferindo-lhes a audiência que de outra forma nunca teriam.Muitas vezes essas opiniões pouco ou nada tem a ver com o assunto que "comentam". Isso é o de menos. E, talvez, seja até o "de mais", pois qualquer assunto valfridiano é tema para muitos comentários diretos ou paralelos. Liberdade na web é isso. O mais importante, porém, é que Valfrido Silva escreve como poucos, tem coragem para opinar e independência para bater de frente com pretensos poderosos. Ou com os pretensiosos do "poder". Pior para o Artuzi.

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11/03/2010 | 10:27
Valdecir, de prefeito a gerente dos Uemura

Foto: Anita Tetslaff

Valdecir e Jorginho: gerente e subgerente dos Uemura 

Ele era um simples motorista do tio, Dioclécio, vereador que morreu no exercício do mandato. Aprendeu a fazer política como ninguém, elegendo-se vereador, depois deputado, na raspa do tacho, por um partido nanico, reelegendo-se como o mais votado da história de Dourados. Daí, já como fenômeno eleitoral, para a prefeitura, foi um pulo. E, quando todo mundo imaginava que seria o tão sonhado líder regional, com a chave do cofre da segunda maior cidade do Estado, preferiu usar o cargo para imiscuir-se nos negócios da família Uemura, de olho, evidentemente, no dinheiro fácil da corrupção.

Ari Valdecir Artuzi, o gaúcho de São Valentin que fez história em tão pouco tempo, é, agora, pura e simplesmente, candidato a chefiar uma das alas do presídio de segurança máxima Harry Amorim Costa, desde que o Tribunal de Justiça atenda ao Procurador-Geral de Justiça do Estado, Miguel Viera da Silva, que, no pedido de prisão preventiva o qualifica como "gerente" dos negócios dos Uemura, e, a prefeitura de Dourados, como "sucursal" da organização criminosa da família.

O CORREIO DO ESTADO de hoje traz reportagem mais que didática sobre a estratégia dos Uemura e seus comparsas para se apoderarem da prefeitura de Dourados, controlando, além dos serviços funerários, já em suas mãos, os sistemas de saúde, de abastecimento de água e de transportes, aí incluído o terminal rodoviário da cidade.

Diz Ministério Público, segundo o jornal de Antonio João Hugo Rodrigues, que "a prefeitura de Dourados se transformou numa sucursal da organização criminosa, cujo gerente era Ari Valdecir Artuzi, o qual, por sua vez, tinha os denunciados Darci Caldo e Jorge Dauzacker da Silva como subgerentes".

Na reportagem fica claro o porquê do pedido de prisão não só contra o prefeito, como também dos irmãos Jorginho e Astúrio Dauzacker da Silva, dos vereadores Sidlei Alves (presidente da Câmara), Jr. Teixeira (líder do prefeito) e Paulo Bambu, do próprio Darci Caldo, do arquiteto da prefeitura, Fabiano Furucho, além de Sizuo e seu filho Eduardo Uemura.

Está tudo lá, tim tim por tim tim, na página nobre do jornal, com direito a chamada na capa, num belo trabalho de reportagem de Maria Matheus, de fazer inveja a O PROGRESSO, ao Diário MS e periféricos que estão no bolso do Valdecir.

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10/03/2010 | 11:23
Valdecir desdenha do Judiciário

Foto: Divulgação

Sobre o pedido de prisão do prefeito de Dourados que ainda repousa na mesa do desembargador-relator do processo Owari, Claudionor Miguel Abss Duarte (foto), a única novidade é o desdém do Valdecir em relação ao trabalho da justiça, numa clara demonstração de que tem a certeza da impunidade. Ontem, depois de audiência extra-agenda com o governador André Puccinelli, em entrevista ao CORREIO DO ESTADO, o prefeito disse que "é tudo mentira", que não deve nada a ninguém e que não sabe de nada. Nisso, ele é parecido com Lula da Silva.

O prefeito lança dúvidas sobre o trabalho do Judiciário ao dizer que o pedido de prisão não existe. "A minha defesa foi ao Tribunal e não encontrou nada nos registros. Só se o pedido de prisão ainda está no envelope", ironizou. Será que a ironia tem alguma coisa a ver com um envelope maior que ele andou dizendo que precisava ter para qualquer emergência e cujo conteúdo foi motivo de estresse, recentemente, com sua secretária de finanças, Inês Medeiros?

A outra novidade é que, depois, também, da conversa com Puccinelli, Valdecir começou a ser mais claro em relação aos "grandes" que pretende derrubar, para o quê estaria reunindo documentos. Como havia o burburinho de que ele se referia a eventual "caixa dois" da Assembléia Legislativa, deve ter levado uma dura do governador, saindo de lá dizendo que "tem gente grande por trás disso tudo", como já havia afirmado na rádio de Tonanni, mas, agora, sendo mais específico em sua chantagem: "eles não admitem o fato de eu ser prefeito. Não aceitam até hoje a derrota nas eleições". Quem perdeu a eleição para o Valdecir? 

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