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Índio branco, nascido no Jaguapiru, jornalista intuitivo, forjado no componedor, pós-graduado na Faculdade da Vida, com mestrado nos bastidores políticos e blogueiro por instinto de sobrevivência.
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| 27/01/2012 | 09:18 |
| Estudantes fazem marcha pelo julgamento e punição dos envolvidos na Uragano. Em Campo Grande |
Como na cidade onde tudo aconteceu os movimentos organizados - sindicalistas e excluídos, por exemplo, sempre tão presentes e atuantes em outros tempos - se fingem de mortos, e quando alguns dos envolvidos, como o Valdecir, já falam até em voltar à vida pública, antes mesmo de concluída a fase de oitiva do processo, em Campo Grande um grupo de estudantes (Movimento explicitus) resolveu empunhar a bandeira da moralidade e sair às ruas pedindo o julgamento de todos os investigados pela Polícia Federal na operação Uragano. Todos, veja bem, "inclusive aqueles que são pré-candidatos a prefeitura", conforme informou ao Correio do Estado o estudante Ian Odara (foto), um dos organizadores do protesto que acontece amanhã de manhã no centro da capital.
Além dos políticos já qualificados como réus, que foram presos e obrigados a renunciar ou tiveram seus mandatos cassados, como o ex-prefeito Ari Valdecir e sua Maria Aparecida de Freitas, agora ex-Artuzi, o vice Carlinhos Cantor, o presidente da Câmara Municipal Sidlei Alves e mais oito colegas vereadores, além de secretários municipais e empresários, vários políticos são citados, entre eles os deputados federais peemedebistas Geraldo Resende e Marçal Filho. Outros, como o senador Delcídio do Amaral e o deputado Vander Loubet escaparam por um triz, mas ficando no processo as digitais de assessores ou de empreiteiros responsáveis por obras inacabadas exatamente porque o dinheiro das famigeradas emendas parlamentares foi para o ralo dos retornos. Lembrando que no caso dos dois deputados douradenses o esperneio foi grande à época da Uragano, principalmente com a publicação, dez dias depois do estouro da operação, de uma brochura do delator do esquema, Eleandro Passaia. Coincidentemente, as páginas em que ambos eram citados foram censuradas pelo "editor", mesmo assim vazando logo em seguida na internet, o que fez o paraguaio ficar "deconfiado" de que debaixo desse angu tem muito mais caroço do que se imagina. Tanto é que a Procuradoria Geral da República não caiu nessa de que os nobres parlamentares douradenses são tão anjinhos assim e, como têm foro privilegiado, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para jogá-los também no balaio de Passaia. No rescaldo, ainda, da Uragano, a marcha de protesto dos estudantes campo-grandenses pode até não impedir que os envolvidos naquela operação policial saboreiem uma baita pizza já mandada ao forno, até como consequência da devassa no próprio Judiciário, também levado de roldão no mesmo furacão, mas como já nasce em Dourados um novo núcleo de retorno, o que pode fazer o feitiço virar contra os feiticeiros, inclusive os (as) mais chegados (as) do próprio Passaia, bem possível que os novos operadores fiquem espertos, já que, pelo jeito, não serviu a lição do Valdecir. |
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| 24/01/2012 | 19:24 |
| Puccinelli sinaliza apoio a Takimoto |
Como leitor assíduo do Blog André Puccinelli está suficientemente informado de que seu amigo do peito, colega médico, mas adversário político George Takimoto (com ele na foto) é candidatíssimo a prefeito de Dourados, com apoio de Zeca do PT. Até já conversamos sobre isso, ano passado. E, muito mais que para querer parecer íntimo do governador, esta ressalva se faz necessária pela tentativa de entendimento de uma conversa bem mais importante, entre ambos, durante os festejos de fim de ano. Depois de um Feliz Natal e um muito mais feliz ainda 2012, enfatizando o tratamento na primeira pessoa do plural, o governador manifestou o desejo de estarem juntos nas eleições de outubro próximo, deixando o deputado com a pulga atrás da orelha. Melhor dizendo. Desejo, não. Certeza. Isso, na terceira ou quarta vez em que repetiu a frase "meu candidato lá é o que vai ganhar, o que vai gastar menos, e nós vamos estar juntos".
Aos costumes, pois, como diz Pedro Bial em dia de formação de paredão no BBB, notando-se, de cara, cada vez mais evidências de uma interessante inversão de posições, com Murilo Zauith se enveredando cada vez mais à esquerda, não só pela paixonite delcidiana como pelas conveniências que o levaram (mas só por estar prefeito) a se encantar pela cartilha de Miguel Arraes e assinar ficha de filiação no partido do neto do revolucionário pernambucano, aliado de primeira hora do governo da ex-fada madrinha de Puccinelli. Quanta ironia! De outro lado, o PT de titio Zeca finalmente endireitando, em Dourados, via Takimoto, o que, diante da desgraça que se abateu sobre o PMDB local pode, ironicamente, ser o início de uma até aqui impensada aliança entre o ex e o atual governador, para a eleição do prefeito da segunda maior cidade do Estado. Quando tenta seduzir Takimoto dizendo que seu candidato é o que vai ganhar mesmo gastando menos, obviamente que, de cara, André está descartando seu endinheirado ex-vice-governador e, pelo jeito, quase ex-aliado político. Quanto aos companheiros de partido que prometeu apoiar "desde que liderem pesquisas", claro que o governador, com todo seu pragmatismo, já descarta, também, os deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho, senão pelo iminente indiciamento de ambos no STF pelas denúncias de retorno, no caso de Resende, o mais afoito, pela bofetada que foi a perda da FUNASA/MS, a grande âncora de sua pré-candidatura. Para Resende, aliás, perder a FUNASA não é o pior dos mundos, o castigo é perder para Pedro Teruel, sabendo-se que a companheirada vai puxar sem dó nem piedade a capivara de seu afilhado Flávio Brito, falando-se, e não é de agora, que Polícia Federal desconsiderou a sinalização de que ali era "proibido retorno". Detalhe: a conversa entre André Puccinelli e George Takimoto foi antes de um importante assessor de Zauith usar a folha de dourados para mandar um recadinho maroto ao governador quanto a possibilidade do chefe disputar o senado outra vez em 2014, quando Zeca também concorreria. Isto, claro, como contraponto às informações mais apaixonadas dando como favas contadas a eleição do próximo senador. Agora, então, com a Justiça Eleitoral podendo obrigar a TV Morena montar palanque eleitoral também em Dourados, é que a coisa vai ficar interessante, com o neossocialista Murilo Zauith, candidato à reeleição com o apoio do tucano enrustido e pré-candidato a governador Delcídio do Amaral, dos petistas Vander Loubet, Laerte Tetila e Cia., tendo como principal adversário o deputado George Takimoto, de um tal PSL, mas, sobretudo candidato de Zeca do PT. Neste caso, como Geraldo Resende garante que não abre mão nem que a vaca tussa, André Puccinelli pergunta onde é o palanque, vem aqui umas duas vezes, fingindo-se de morto e liberando os seguidores para o que der e vier. Serão tantas emoções... |
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| 24/01/2012 | 10:36 |
| Tela quente também na eleição douradense |
Duas notinhas publicadas hoje na coluna "Painel", da Folha de S. Paulo, podem virar de cabeça para baixo as eleições em Dourados. Com esta deixa a TV Morena não terá mais argumentos técnicos e legais para continuar exibindo apenas os santinhos dos candidatos de Ponta Porã. Quem sabe assim, os candidatos endinheirados e que não gostam de coçar o bolso passem a valorizar mais os profissionais douradenses do marketing televisivo. Com isso, os candidatos dos ditos partidos nanicos ou os nanicos dos grandes partidos, que não conseguem decolar, terão, enfim, uma oportunidade ouro na competição. É o caso, por exemplo, do tucano Mauro César (foto), cheio de boas ideias mas com uma dificuldade medonha para se fazer conhecido, que poderá finalmente gritar: "manhêêêêê, eu tô na Globo".
Tela quente 1 O TSE analisa mudança explosiva na propaganda de TV em regiões metropolitanas. Como opção ao bloqueio de sinal das emissoras que invade cidades vizinhas, a Corte estuda contemplar os três polos mais populosos do raio de alcance da geradora com a veiculação do horário gratuito. Tela quente 2 Se aprovada, a medida levará o palanque eletrônico a municípios do entorno das capitais que hoje não contam com o recurso. Os três canais de maior audiência compartilhariam a difusão dos programas. |
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| 20/01/2012 | 10:34 |
| Força estranha aniquila política douradense |
Eu vi muitos homens brigando/Ouvi seus gritos/Estive no fundo de cada/Vontade encoberta/E a coisa mais certa/De todas as coisas/Não vale um caminho sob o sol/E o sol sobre a estrada/É o sol sobre a estrada/É o sol.../ Por isso uma força/Me leva a cantar (e o blogueiro a escrever)/Por isso essa força/Estranha no ar/Por isso é que eu canto (e o blobueiro escreve)/Não posso parar (o blogueiro também não)/Por isso essa voz (esse texto), essa voz (esse texto)/Tamanha (o)... Metido a articulador político e pensando numa dobradinha forte da Grande Dourados para as eleições legislativas de 2002 promovi um encontro, no início daquele ano, entre o ex-deputado Roberto Razuk, que depois de oito anos tentava voltar à Assembleia Legislativa, e a professora Ively Monteiro. Consolidada como empresária do ensino universitário particular e ligada politicamente ao senador Ramez Tebet, Ively se articulava para ser deputada federal. No dia 4 de agosto, um domingo, na hora do almoço, já em plena campanha e despontando nas pesquisas como um dos mais votados, Razuk recebe uma visitinha do xerife Bráulio Galloni. Estava preso e, ora, vejam só, por suposto crime contra o sistema financeiro puxou quase três anos de cana, com a carreira política indo para o beleléu. Diante de denúncias de irregularidades na expedição de diplomas em uma de suas faculdades a candidatura de Ively foi abortada, ela quase acaba também no xilindró e, desgostosa, morrendo de câncer logo em seguida.
Na esteira desses dois episódios, com a aposentadoria política do grande líder Totó Câmara e do maior de todos os administradores, José Elias Moreira, enquanto uma força estranha abatia Braz Melo na plenitude de sua hegemonia política, começam a surgir novas lideranças, oriundas do empresariado. Entre elas o engenheiro Murilo Zauith, batendo continência diante do pelotão de Braz, apresentando-se como candidato a deputado estadual. Com a eleição de Zauith para a Assembleia Legislativa, outros empresários se assanham com a política. Mas o próximo da lista, Fernando Rocha, tem o mesmo fim de Razuk. Bastaram alguns ajuntamentos de eleitores, onde ensaiou seus primeiros discursos e, fundamentalmente, o apoio à eleição de Valdecir Artuzi a deputado estadual e lá foi ele também para a cadeia, acusado de sonegação fiscal. O sonho de Fernandão Rocha era ser prefeito. Já elevado à condição de fenômeno eleitoral, Valdecir Artuzi bate recorde eleitoral na reeleição para deputado estadual. Daí para a prefeitura foi um pulo. Por trás dele, pela boa performance na articulação política já despontando como candidato a deputado estadual, além de dar cartas e jogar de mão na prefeitura, o jovem empresário Eduardo (Dudu) Takeshi Uemura. Vem a Owari. Dudu e toda a família, além de vereadores e secretários municipais vão para a cadeia. Sobra o Valdecir, mas só até a Uragano, quando ele, a mulher, os principais secretários e quase toda a Câmara também vai para trás das grades. Por uma destas voltas que a vida dá, apenas Délia Razuk sai ilesa das duas operações da Polícia Federal. E, com isso, Murilo Zauith, que havia perdido duas eleições seguidas finalmente vira prefeito. Nesse entremeio o petista Laerte Tetila se consolida como grande referência política, depois de oito anos de uma administração consistente, voltada para o social. Com a aura da honestidade - uma ameaça, portanto - encontraram um jeito de jogar o filho, André, na vala comum da Owari, por suposto envolvimento em esquemas da administração do pai. Por coincidência, foi entrar 2012 e mandaram para o xilindró o médico e ex-vereador Luiz Machado, braço direito do deputado George Takimoto, desde o ano passado colocado como candidato a prefeito, com o apoio de titio Zeca do PT e Cia. Lembrando que antes, por terem caído em tentação, acusados de tirar um naco muito grande do fruto proibido dos retornos, dois outros potenciais candidatos ao mesmo cargo, os deputados peemedebistas Geraldo Resende e Marçal Filho foram denunciados pela Procuradoria Geral da República, aguardando-se apenas a autorização do Supremo Tribunal Federal para que comece a devassa que poderá levá-los igualmente à desgraça. Põe força estranha nisso!, como diz a composição de Caetano Veloso, um dos grandes sucessos de Roberto Carlos. Por via das dúvidas, agora cantarolando uma estrofe anterior à que abre este texto, é que "eu pus os meus pés no riacho (Laranja Doce, onde canta a saracura) e acho que nunca os tirei (porque) o sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei...". |
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