Sábado, 4 de setembro de 2010  
 
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Valfrido da Silva Melo é jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de TV e consultor político.
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17/05/2009
Uma briga pra tirar pica-pau do oco

Entre os dias 14 e 30 de abril passado o jornalista Clóvis de Oliveira postou apenas um texto em seu blog, em tom de interrogação: "O que Zeca e André tanto procuram em Dourados?". As respostas começaram a aparecer esta semana. Em Campo Grande, Pedro Pedrossian, volta à cena política, reingressando no PTB, partido que o elegeu governador em 1990. Zeca do PT reafirma que nem a pedido do presidente Lula da Silva, seu amigo do peito, abandonaria a disputa pelo governo do Estado. Em Dourados, o prefeito Ari Artuzi anuncia apoio à candidatura do vice-governador Murilo Zauith a senador, mas sem arredar pé do apoio incondicional ao petista Delcídio do Amaral na disputa pela outra vaga de senador. E se alguém tem alguma dúvida quanto ao candidato a governador do prefeito douradense, só voltar um tiquinho no tempo para lembrar de que lado titio Zeca esteve na eleição do ano passado em Dourados.

Mas o que faz Pedro Pedrossian, o maior líder político da história dos dois Mato Grossos, do alto de seus 80 anos e cheio de problemas financeiros e de saúde, voltar a pensar em disputar o governo do Estado? Talvez indiferença do atual ocupante da cadeira que um dia foi sua, no Parque dos Poderes por ele concebido quando governou Mato Grosso do Sul no início da década de 1980. E pelo jeito, André Puccinelli não herdou apenas a cadeira de Pedrosian, mas também a soberba que fez o homem de Miranda dar com os burros n'água em suas últimas investidas rumo ao Senado e ao próprio governo do Estado.

Certamente que dr. Pedro, quando pensa em voltar, como homem de grande visão política que sempre foi, é consciente de suas limitações junto a um eleitorado que em grande parte nem chegou a ter acesso à sua história, mas toda essa disposição talvez se justifique pelas atitudes menores de quem sequer tem a consideração de convidá-lo para a inauguração de uma escola que leva o nome de um antepassado seu ou para um momento histórico como é a viagem inaugural do Trem do Pantanal, logo ele que começou a construir sua história na política exatamente sobre os trilhos da Noroeste do Brasil. Com todo o peso de sua história, se conseguir "roubar" dez por cento dos votos de Puccinelli em todo Estado, já terá feito um grande estrago, dando-se por vingado.

Quanto a Zeca do PT, a última coisa que André Puccinelli poderia esperar seria sua candidatura ao governo do Estado, mas apesar de toda a torcida, o homem de Murtinho está mostrando que não é de amarelar nessas horas de tantos rompantes, que quer o confronto para deixar claro quem é quem na política estadual. Ao dizer que nem Lula lhe tira da disputa convoca a militância petista para sair das trincheiras e começar o contra-ataque. Vai ser uma briga daquelas de tirar pica-pau do oco.

Aqui, apoio de Artuzi a Zauiht é, talvez, o fato político mais significativo da semana e o que mais desdobramentos terá em relação à disputa para o governo do Estado. Rivais na disputa passada para a prefeitura, ambos são alvos preferenciais das chacotas do governador e, agora, caminhando juntos, podem fazer prevalecer a força de Dourados no contexto político estadual.

Neste fim de semana quem voltou a Dourados foi a senadora Marisa Serrano, que, com cara de candidata a governadora, desfilou com Murilo Zauith e Reinaldo Azambuja pelo parque de exposições. Nesta segunda-feira, com a desculpa de lançar as obras de uma feira do produtor, Puccinelli vem de novo. Na quinta-feira quem dá as caras por aqui é a queridinha dele para o Senado, Simone Tebet. E, com certeza, antes do final da Exposição titio Zeca deve dar uma passadinha por lá também. O que eles tanto procuram aqui, Clóvis de Oliveira? Votos! Votos que ninguém tasca, desde que Artuzi e Murilo tenham juízo.

 
10/05/2009
Haja resistência

Com sua costumeira paciência de Jó o ex-prefeito Luiz Antonio Álvares Gonçalves gostava de aliar a necessidade de combater o estresse a uma prática pouco convencional a um homem público, aproveitando as poucas horas de folga, nos finais de semana, para pequenos consertos e reparos domésticos. Trocava lâmpadas queimadas, consertava vazamentos de torneiras, instalava chuveiros e até dava uns retoques na pintura das paredes, quando não era visto conferindo telhas quebradas. Era tão cuidadoso que até abusavam de sua boa vontade. O decano da advocacia, João Beltran, era um dos que recorriam a seus préstimos sempre que chegava na casa que mantinha em Dourados para curtas temporadas e se deparava com alguma coisa estragada.

Lembrei-me de meu ex-chefe na manhã deste sábado, depois da virada do tempo que já no dia anterior obrigou-me a invadir a privacidade do meu sistemático caçulinha, o Felipe, para filar um banho quente. Há meses que a resistência de meu chuveiro está queimada e meu sogro, seu Manoel, um dos mais solicitados eletricistas da cidade, empurra-me com a barriga. Havia resolvido executar o serviço já há uns quinze dias e até cheguei a comprar a pecinha. Faltava só coragem.

O conserto precisa ser feito de manhã, já que teria que desligar a energia da casa e só neste horário os raios do Astro Rei alumiam o interior de meu banheiro. Armei-me com um alicate e, depois de ler o manual de instalação umas dez vezes, mãos a obra! Desrosqueia daqui e dali, puxa um fio pra cá, põe uma mangueira pra lá. Até aqui o Laquicho vai bem! Afinal, isso não deve ser bicho de sete cabeças, pelo menos para quem já executou aquelas três tarefas que fazem um homem se realizar plenamente na vida: fazer um filho (eu tenho quatro), plantar uma árvore (meu Ipê, presente de Harrison de Figueiredo, que havia morrido, brotou de novo e deve voltar a florir na próxima primavera) e escrever um livro (o meu primeiro já teve sua edição esgotada). Ledo engano. Depois de tudo montado e conferido, o primeiro jorro de água fria, conforme manda o manual. Jóia. A água desceu legal. Enquanto Anita religa a energia no padrão, lá embaixo, pego um sabonete daqueles que vem numa caixinha, que havia guardado para uma ocasião especial. Além do banho quente de reinauguração do chuveiro por mim consertado, na manhã deste sábado, o da noite também requer um sabonete desses bem cheirosos, já que sou um dos convidados para a uma reuniãozinha com um restrito grupo de jornalistas e artistas para comemorar o níver da amiga Blanche Torres. Tchan, tchan, tchan, tchan! Respiro fundo, aciono o botão para o lado esquerdo, o que indica água quente. Abro a torneira. A água desce. Gelada! Segue-se um estouro. Lá se foram os sete pilas que guardei num cantinho da carteira durante toda a semana para tomar uma cervejinha no almoço do dia das mães com a Anita e a sogra.

Pensei, até, em usar novamente o banheiro do Felipe, mas diante da frustração e ali todo encarangado de frio, lembrei-me de outro querido e saudoso amigo, o médico e ex-vereador Áureo Garcia Ribeiro que recomendava, sempre, banho frio para não se contrair gripe. Enquanto a água gelada caia no lombo acabei chegando a conclusão que existe coisas bem piores do que um banho gelado, como, por exemplo, o frio que dá na barriga ou a dor na alma quando chega uma notícia como a que me foi dada em primeira mão na noite da última quinta-feira pelo jornalista Luiz Carlos Luciano: “O pessoal do Valdecir acaba de derrubar o Ervateiro”. Enrolei-me numa toalha fiquei pensando sobre o próximo desatino do excelentíssimo. Será que o tombo agora vai ser na história do finado Getúlio, cuja estátua está cem metros abaixo de onde estava o simpático ervateiro ou ele vai querer “endireitar” o tenente Antonio João Ribeiro, curvado até hoje, na Praça Antonio, em defesa da Pátria amada?

 
03/05/2009
Medicina preventiva

Por mais que me esforce não consigo lembrar o ano que estudava, muito menos a escola, mas o nome da professora ficou indelével em minha memória. Não só pelo didatismo em suas aulas de ciências, como, tempos depois, pelo carão num baile de carnaval no Clube Nipônico, quando, já pra lá de Bagdá, fui partindo pra cima daquela sorridente japonesinha que vinha saçaricando em minha direção. Era a professora Marinise Murakami, que retornava à cidade depois de alguns anos de estudos fora. Em suas aulas de ciências tínhamos noções básicas de higiene, como, por exemplo, não enfiar o dedo no nariz ou nos ouvidos, pois para isso existia o tal do cotonete.

Já adulto, mais ou menos trinta anos atrás, com essa minha mania de hipocondria, conversando com o Stan, proprietário da farmácia Santa Cruz, no centro da cidade, e com o jornalista Luiz Carlos Fernandes de Matos Filho, presenciei uma situação inusitada, de um sujeito acometido por umas perebas que deixavam suas virilhas em carne-viva.  O dito cujo chegou rengueando, por causa daquele incômodo, e foi logo jogando a receita assinada por George Takimoto, indicando o tratamento à base de violeta genciana. Luiz Carlos, pragmático como sempre, intromete-se na conversa com uma sugestão para curar aquele mal pela raiz: “isso aí é fiofó mal lavado; lava direitinho que cura”. Dias depois encontrei o paciente, andando normalmente, todo faceiro com o desaparecimento das perebas, atribuindo o “milagre” mais à “receita” do jornalista do que ao medicamento.

Alguns anos depois, convocado por Zé Elias Moreira para assessorá-lo em Brasília, deslumbrei-me com as maravilhas da cidade concebida por JK e cai na gandaia. Era cachaça e festa todos os dias. De repente uma forte dor de cabeça começa a me infernizar. Vem o diagnóstico médico: um quadro de hipertensão arterial irreversível. Na receita, além dos betabloquedores da moda, uma dieta alimentar radical, sem álcool, com muitos exercícios físicos. Preferi me entupir de remédios a abrir mão da sagrada cervejinha de todos os dias, além de continuar me empanturrando com churrascos, guisados e mexidos. Recentemente, não aguentando mais empurrar a pança, e com a coluna já bastante comprometida pela artrose, fui obrigado a render-me às recomendações de uma nutricionista. Uma maravilha. A barriga está murchando, as taxas sanguíneas todas dentro da normalidade e a hipertensão parece também coisa do passado.

Se alguns metidos a sabichões passam por esse tipo de situação, imagine o pobre coitado que leva a vida comendo o tal pão que o diabo amassou, sonhando com as cestas básicas de governos populistas e pautando seu dia-a-dia apenas pelas informações que chegam pelo rádio, a maioria delas dando conta de tragédias e mais tragédias.

No momento em que governantes finalmente descobrem que a saúde é uma questão suprapartidária e deve ser encarada como prioridade absoluta, com parlamentares se vangloriando pelo tanto de milhões que liberam em Brasília para construir prédios bonitos de hospitais ou pela distribuição de ambulâncias às prefeituras, de olho numa comissãozinha de empresários salafrários, não seria interessante investir mais em educação e na saúde preventiva?

Claro que lá se vão mais de quarenta anos desde que o douradense se limpava (na privada) com papel jornal ou de pão, quando não com sabugo, já que papel higiênico era coisa de luxo, daí as malditas perebas como as “curadas” por Luiz Carlos Matos, mas não custa dar uma olhadinha na grade curricular das escolas públicas para verificar a quantas andam aulas como as da professora Marinise, que ensinava que é feio e anti-higiênico limpar o nariz com o dedo.

Interessante também que, além de se descabelarem na busca de profissionais como neurocirurgiões, os responsáveis pela saúde pública cuidassem também de contratar mais nutricionistas para ensinar a população a comer corretamente, evitando, lá na frente, a superlotação dos hospitais em consequência de doenças como hipertensão e diabetes, provocadas pelos exageros da tradicional comida mato-grossense.

Com a palavra o recém-empossado secretário de saúde, Sandro Barbara, o doutor-deputado, Geraldo Resende e o doutor-governador, André Puccinelli, antes que a saúde dos douradenses se transforme de uma vez por todas em coisa de doido por causa a queda-de-braço que o prefeito Valdecir resolveu disputar com a classe médica.

 
26/04/2009
Estalecas e pirapirês

O colunista social dos anos dourados do pedrossianismo e agora blogueiro Nilson Pereira alertava outro dia para o entra-e-sai de políticos e jornalistas num imponente edifício no centro de Campo Grande. Detalhe: na saída todos tomando os devidos cuidados para não deixarem à mostra o tipo ou o volume da encomenda que tanto os atrai. Como é muito difícil encontrar um detetive com o faro de um Sherlock Holmes sugeri a ele que solicitasse os préstimos do anãozinho espião, o Márcio, aquele contratado por José Elias Moreira para descobrir as obras do então vice-governador Braz Melo, durante as eleições municipais de 1996.

Pegando ou não alguém com a mão na botija, seria interessante que se gravasse toda a movimentação no tal edifício, além de se levantar a ficha de seus ilustres moradores, começando pelos eventuais pretendentes ou já ocupantes de cargos públicos, principalmente os eletivos. É que tudo isso pode estar ligado, já, a algum evento programado com bastante antecedência ou a reedição de grande espetáculo democrático, não se esquecendo que reedição custa sempre mais caro. De posse desses dados, é só ficar atento ao calendário de 2010, atentando-se também ao que pode acontecer em termos de eventos mais localizados, em 2012, tanto na capital como no interior, e, principalmente nas conseqüências em 2014 da grande reviravolta que ameaça acontecer já em 2010. E haja fôlego (ou caixa) para tudo isso!

Os períodos que antecedem esses eventos são sempre de grandes expectativas e rendem muito noticiário. Como a reedição de um deles, em 2002, que rendeu um show pirotécnico dos mais comentados da história, onde o vermelho se impôs de forma pragmática sobre o azul, que acabou amarelando, numa dessas alquimias inimagináveis da mistura de cores, depois de um despacho feito em plena Sexta-Feira Santa no estacionamento de um Shopping, em Campo Grande.

A verdade é que na terra da BBB Priscila Pires, a bela morena que fez bonito na casa cuja moeda circulante é a estaleca, as contas já começam a ser feitas para o desembolso inarredável de 2010, restando saber qual rubrica vai facilitar o jorro que, pelos grandes volumes, sempre foi calculado com base na moeda americana. Agora, em tempos de Big Brother, fala-se numa reserva de um bilhão de estalecas da qual não seria tão difícil assim apartar aí coisa de trinta milhões para o investimento principal. Circula, inclusive, a informação, de que desses “trintinhas”, vinte e quatro macinhos de quinhentas mil estalecas já teriam sido reservados pelo Big Boss, como forma de afastar os obstáculos para a corrida dos que já estão nos boxes, apenas aguardando a relargada para 2010.

Se em Campo Grande as estalecas não são problema, já que é lá que fica o cofre forte, na terra de seu Marcelino articula-se a criação de uma cooperativa com o objetivo de, finalmente, transformar um grande sonho em realidade, sem que haja necessidade de se depender da “boa vontade” do Big Boss. Aqui, mesmo com a desvalorização da moeda social criada pelo prefeito Laerte Tetila para tocar a economia solidária, calcula-se arrecadar em torno de dez milhões de pirapirês para que Dourados possa melhor se inserir no contexto político do Estado, fincando de vez o pé no tão sonhado tapete azul protegido pela famosa cúpula emborcada, o verdadeiro paraíso político.

 
05/04/2009
Mato Grosso esquina com Cuiabá

Chamou-me a atenção dia desses uma propaganda de rádio cujo estabelecimento comercial em vez de anunciar o número da rua em que se localizava simplesmente informava: "Mato Grosso esquina com Cuiabá". Soou estranho, já que desde sempre, para nós, mato-grossenses e, mais tarde, mato-grossenses do sul, o que se ouve é Mato Grosso, capital Cuiabá, embora nos últimos trinta anos muita gente por esse Brasil afora insista em trocar as bolas, ora escrevendo ou dizendo Mato Grosso capital Campo Grande ou citando Cuiabá como capital do Mato Grosso do Sul, entre tantas outras combinações, como aquelas que insistem em reinserir Dourados no mapa do Mato Grosso ou trazer Rondonópolis para o Mato Grosso do Sul.

Não deixa de ser significativo para a história este cruzamento onde a rua Mato Grosso, no sentido bairro-centro, deixa de ser uma única pista de rolamento, duplicando-se, exatamente a partir da rua Cuiabá, como que a lembrar a luta centenária dos “divisionistas” culminada com a transformação do imenso território do velho Mato Grosso em dois Estados, em 11 de outubro de 1977. E que bela homenagem ao gigante adormecido vislumbrado por Pedro Pedrossian como o grande colosso, e, particularmente, aos habitantes de sua centenária capital, Cuiabá.

Se Dourados tem hoje o privilégio de manter os nomes das ruas que lembram nosso Estado de origem e sua capital isto se deve ao pulso firme do então prefeito José Elias Moreira, que resistiu ao ímpeto mudancista da Câmara de Vereadores depois de substituídos todos os nomes dos Estados brasileiros pelos de pioneiros ou de personalidades históricas, outras nem tanto, em todas as ruas do quadrilátero central da cidade.

José Elias Moreira, que trocou Poços de Caldas por Dourados, onde se encantou por uma cuiabana, viu com tristeza o nome de sua Minas Gerias ser substituído pelo do pioneiro português João Cândido Câmara, pai daquele que viria ser seu maior adversário político. Quando se sentou na cadeira que fora de Totó Câmara, os vereadores vieram com a proposta de trocar também os nomes das ruas Mato Grosso e Cuiabá. E ele reagiu com firmeza: “aqui não jacaré!”, acrescentando que além de respeitar a história do Mato Grosso não teria como encarar sua Adenil e toda a família Carneiro, que acompanharam o pioneiro Wilson Benedito para o Sul do Mato Grosso em plena efervescência da luta “divisionista”, aqui fincando raízes.

Atitudes corajosas como a de Zé Elias servem para manter vivos alguns poucos fiapos da história da terra de seu Marcelino e deveria servir de exemplo aos forasteiros que tomaram Dourados de assalto, a maioria não estando nem aí para esses pequenos detalhes. Se todos pensassem como o mineirinho de Poços de Caldas, como é conhecido entre amigos o filho de seu Quinzito, Dourados se encarregaria de aproximar por laços ainda mais fraternos esse Brasilsão de meu Deus e aí não teríamos apenas Mato Grosso, esquina com Cuiabá, como também Rio Grande do Sul, e, paralelamente Paraná e Santa Catarina, fazendo esquina com Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, entre outras confluências históricas.

E antes que apareça algum gaiato tentando mudar de novo a legislação para fazer média com familiares de algum figurão, apagando o que aqui restou de Mato Grosso e de Cuiabá, seria interessante que se levantasse ali naquele cruzamento um monumento para que se eternizem os bons tempos que Dourados foi Mato Grosso. Com a palavra excelentíssimo Valdecir e os nobres representantes do povo no Palácio Jaguaribe.

 
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