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Valfrido da Silva Melo é jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de TV e consultor político.
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| 05/08/2010 | 10:17 |
| O risco calculado de André com o Valdecir |
Foto: Anita Tetslaff .jpg)
Artuzi achou que podia blefar com André Puccinelli. O radialista Antonio Coca, em recente entrevista ao vivo com André Puccinelli, na Grande FM, disse que só tinha uma reclamação a fazer do ilustre entrevistado, que era quanto à opção dele, ao sair de Fátima do Sul, de mala e cuia, pegando o trevo da BR 163 à direita e não à esquerda, transferindo o domicílio eleitoral para Campo Grande e não para Dourados. Aqui mesmo, neste blog, como testemunha do quanto ele se sente em casa sempre que chega à cidade, referi-me a Puccinelli com um governador "quase douradense". Para tranquilizar Coca, e, como que a ratificar meu próprio título, eis que André age, senão como prefeito, mas como o grande avalista de uma administração à beira da bancarrota, diante dos desvarios daquele que para isso foi eleito. Quando todo mundo apostava no quanto pior melhor, com Valdecir chafurdado num mar de lama, André resolveu encarar a missão - a esta altura do campeonato - hercúlea de dar a ele - e a Dourados - uma sobrevida. Espanto geral, desconforto para os aliados do prefeito, indignação para alguns aliados do governador, depois de tudo o que aconteceu, inclusive o apelido (que colou) de animal de pêlo curto dado por ele ao então deputado, mas acima de tudo um risco calculado assumido não só por quem tem interesse no potencial eleitoral do adversário, mas, principalmente, pela responsabilidade de não deixar uma cidade como Dourados à deriva. A decisão de ontem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, aceitando a denúncia do Ministério Público, que complica uma barbaridade a vida do Valdecir, aumenta ainda mais a responsabilidade de André Puccinelli para com Dourados. Se antes, quando achava que tudo sabia e tudo podia (até comprar juízes) Valdecir não tinha as mínimas condições de tocar as coisas como prefeito, imagine agora, como réu, tendo que cuidar de sua defesa, por tudo que andou aprontando como gerente dos Uemura, a família acusada de saquear a prefeitura de Dourados. O emblemático sete a zero de ontem foi um bom resultado também para o governador, pois com isso vão também para as cucuias os comentários de que ele estaria acoitando bandidos, protegendo Valdecir e sua gangue. Pelo contrário, foi o Valdecir quem, duvidando da competência de André ou apostando em revanchismo, disse que apoiaria seu governo, desde que ele se comprometesse em fazer a Perimetral Norte, o recapeamento das ruas de Dourados e desse algumas UTIs. Que André Puccinelli, como candidato, tire proveito disso e do que restou do prestígio de Valdecir, tudo bem. Afinal, o cara ainda é prefeito da segunda maior cidade do Estado. E votos não se recusam. |
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| 04/08/2010 | 11:13 |
| Um sete a zero pra entrar na história |
Foto: Alessandra de Souza 
Por sete votos a zero a Seção Criminal do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) acatou na manhã desta quarta-feira a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), que acusa 11 pessoas, entre as quais o prefeito de Dourados, Ari Artuzi, do PDT, por suposta ligação com uma quadrilha que fraudava licitações públicas, entre outros crimes. O MPE pediu inclusive a prisão de Artuzi, mas essa solicitação não foi acatada. A audiência que incluiu Artuzi no rol dos réus havia sido suspensa duas semanas atrás porque o desembargador Dorival Moreira, pediu vistas do processo contra o prefeito. Até então, cinco desembargadores já haviam votado pela manutenção da denúncia. Hoje, Moreira também anunciou ter concordado com o MPE. Além de Artuzi, aparecem na lista dos denunciados políticos, empresários e servidores públicos. O presidente da Câmara dos Vereadores de Dourados, Sidlei Alves, do DEM, e ainda os vereadores Paulo Henrique Amos Ferreira, também do DEM e Humberto Teixeira Júnior, do PDT, líder do prefeito na Câmara até pouco tempo, engrossa a relação dos investigados por corrupção passiva. Foram denunciados ainda o ex-secretário de Saúde de Dourados, Sandro Ricardo Bárbara, o ex-secretário municipal de governo, Jorge Antonio Dauzacker da Silva, o assessor especial de Artuzi, Astúrio Dauzacker e Fabiano Furucho, arquiteto da prefeitura. O esquema de fraude foi desmantelado em junho do ano passado durante a operação Owari (ponto final em japonês), tocada pela Polícia Federal, investigação depois assumida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MPE. Na primeira investida, os policiais federais prenderam ao menos 40 pessoas, entre os quais empresários e servidores públicos, profissionais liberais, vereadores e os vice-prefeitos de Dourados e Ponta Porã. Hoje, ninguém está preso. O empresário Sizuo Uemera, um dos mais ricos de Dourados e filho Eduardo, seriam segundo a investigação, os líderes do bando. Os dois foram detidos durante a operação, mas foram postos em liberdade uma semana depois. (Celso Bejarano e Nicanor Coelho, do Midiamax). Mais tarde eu comento mais esta página triste da história de Dourados |
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| 04/08/2010 | 08:56 |
| João Grandão e Marçal saem na frente pra federal |
Foto: Anita Tetslaff 
Dourados pode repetir o feito de mandar três representantes para Brasília, como jáaconteceu em 1990 e 2002, a julgar pela primeira parcial do instituto Ipems que acaba de sair do forno. Lauredi Sandim, o mago das pesquisas em Mato Grosso do Sul, garante: se as eleições fossem hoje, João Grandão (foto) e Marçal Filho estariam eleitos. Como o deputado Geraldo Resende também está entre os oito prováveis, e é o que tem a melhor performance quando se olha para o mapa do Mato Grosso do Sul inteiro, só mesmo a famigerada mala preta, que sempre costuma aparecer na reta final da campanha, para tirar os outros dois, que, aliás, neste momento, ponteiam a disputa. Marçal é o líder no ranking geral e João Grandão o segundo entre os petistas. Lauredi Sandim lembra que João Grandão "saiu baleado" na última eleição, só não se reelegendo para o terceiro mandado por causa do escândalo das ambulâncias. Ele disputa as duas ou três cadeiras que caberão à chapa oposicionista com Vander Loubet, o sobrinho preferido de titio Zeca, que desta vez não terá o apoio da máquina governamental como da vez passada, e com os Antonios, Biffi e Cruz. Quanto ao líder Marçal Filho, como diria seu patrão André Puccinelli, também "o foi" nas eleições passadas, mas dando uma de cavalo paraguaio, aquele que é bom só de largada. Sempre confiante em seu microfone e na fidelidade das secretárias do lar, sofre daquele famoso mal do escorpião, bichinho danado que insiste em não sair de seu bolso. Nas duas vezes anteriores que Dourados elegeu três deputados federais foi em 1990, quando mandou para Brasília José Elias Moreira, reeleito, acompanhado de George Takimoto e de Valdir Guerra e em 2002, quando elegeu Murilo Zauith, Geraldo Resende e João Grandão. As outras cadeiras, segundo o Ipms, ficariam com o pupilo de André Puccinelli, o republicano Edson Girotto, com o tucano Reinaldo Azambuja, com o representante da dinastia Trad, o Fábio; e Luiz Henrique Mandeta, o único dos democratas entre os federais. Para Lauredi a única dúvida é se André Puccinelli emplaca cinco ou seis deputados federais. |
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| 03/08/2010 | 09:42 |
| Enfim (mas só por enquanto) juntos! |

Zeca, Delcídio, Dagoberto e Tatiana, por enquanto, no mesmo palanque. A trairagem, que já estava comendo solto nestas eleições, deve aumentar consideravelmente a partir dos números (52% a 35%) do Ibope, divulgados ontem à noite pela TV Morena, confirmando a projeção de outros institutos, com uma vitória tranquila do governador André Puccinelli, já em primeiro turno, até porque, patinando com seu um por cento o candidato Nei Braga, do PSOL, não vai conseguir sair dos limites dos canteiros centrais avenida Afonso Pena, onde toca a vida vendendo cachorro quente. O problema está nos números para o Senado, com Delcídio caindo, Dagoberto e Moka embolados em segundo lugar e Murilo, que começou a campanha mais tarde, encostando e mostrando que não está para brincadeiras. Até aqui as conversas mais frequentes giravam em torno da indiferença de Delcídio do Amaral com a campanha do companheiro Zeca do PT, com fortes indícios de uma paquera do senador com André Puccinelli. Tido como o único com cadeira garantida, Delcídio foi obrigado a descer do salto a partir da mexida estratégica de João Leite Schmidt indicando Gilda dos Santos como suplente de Dagoberto Nogueira. Maquiavélico, Schmidt conseguiu piorar ainda mais as coisas que já não vinham bem entre as duas maiores estrelas petistas. Até aqui, raras vezes Zeca e Delcídio apareceram juntos nesta campanha. A desculpa de sempre é que as agendas não coincidem ou que o senador está com dor de barriga como consequência de uma dengue, tudo levando a crer que passando o três de outubro, independentemente do resultado das eleições, tanto para governador como para senador, cada um vai para seu lado. Com os números do Ibope confirmando o que todo mundo já sabe, bem provável que Zeca do PT concentre seus esforços para eleger - além de alguns gatos pingados para a Assembléia Legislativa e o sobrinho Vander Loubet deputado federal - Dagoberto senador. Neste caso, adivinhem pra quem vai o segundo voto para senador da companheirada que lê na cartilha de titio Zeca? O blog paga um picolé de groselha pra quem acertar. Claro que, assim como o pau que bate em Chico bate em Francisco, Delcídio, vendo a coisa apertar para seu lado, também deve sugerir o segundo voto em alguém que não seja Dagoberto. Mais um picolé de groselha! |
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