Domingo, 5 de fevereiro de 2012  
 
 
Perfil do Autor

Índio branco, nascido no Jaguapiru, jornalista intuitivo, forjado no componedor, pós-graduado na Faculdade da Vida, com mestrado nos bastidores políticos e blogueiro por instinto de sobrevivência.
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  VARIEDADES
15/02/2011
O Trem do Pantanal: Uma viagem através do tempo

Ícone do Turismo no Mato Grosso do Sul, o Trem do Pantanal permanece como um marco de grande importância, desde o início do século XX, para a memória e a história do "povo" pantaneiro.

Letícia Lazarini

Dos amores aos desencontros nas cabines mal ventiladas. Quem não viajou no Trem do Pantanal fazendo turismo, buscando novos caminhos rumo aos Andes, ou simplesmente curtindo o romantismo de uma viagem com direito a céu estrelado, não pode imaginar como era o burburinho nas estações superlotadas, gente de todo lugar.

A presença do bugre pantaneiro, de pé no chão vendendo chipa, o peixe frito e o caju; ao viajante debruçado na janela. Ou o cheiro da relva molhada de orvalho, de manhã, quando estava atravessando o rio Paraguai. Lembranças do passado, que hoje podem ser apreciadas juntamente com as belezas que ainda se mantém vivas no Pantanal.

No ano de 2009, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul lançou um projeto que é considerado empreendimento estratégico para a economia do Estado e grande elemento impulsionador para política social junto às comunidades da região, reativando a linha para impulsionar o turismo na região, dentre outras atividades.

Há dois anos o Trem do Pantanal se tornou grande atrativo, principalmente nos períodos de alta temporada, para viagens no mais moderno e confortável trem turístico do Brasil. O roteiro dá oportunidade aos passageiros de conhecerem belezas naturais e cidades históricas como Aquidauana, Palmeiras e Miranda, no interior do Estado.

Com percurso de 220 quilômetros, a viagem de Campo Grande a Miranda dura cerca de 7 horas, com parada para almoço, seguida de city tour para visitação do Centro Histórico de Aquidauana, entre outros pontos turísticos, como a Praça da Igreja Matriz e o Museu de Arte Contemporânea.

A opção mais acessível aos passageiros é o pacote Pantanal Light, que tem um custo por pessoa de R$ 121 para adultos, R$ 83 para crianças de 6 a 12 anos e R$ 17 para crianças com até 5 anos. Estão incluídas as passagens do Trem do Pantanal no trecho Campo Grande/Aquidauana, city tour e almoço em Aquidauana, e a volta na estação rodoviária, com retorno a Campo Grande.

O ícone do Turismo de Mato Grosso do Sul, voltou a circular após o recesso das festividades de fim e início de ano, atraindo no ano de 2011 um público cada vez mais interessado em conhecer sobre os trilhos as belezas naturais do Pantanal Sul-Mato-grossense.

 
06/04/2010
Horse Brasil estréia canal de agronegócio

Foto: divulgação

Considerado "a mídia oficial do cavalo", o Horse Brasil conquistou durante os seus cinco anos de exibição, um público exigente ligado diretamente ao setor do agronegócio, em especial, da eqüinocultura brasileira. E sabendo da sua responsabilidade no segmento, estreiou ontem, 05 de abril, no maior canal do agronegócio do país: o Canal Rural. O programa será exibido de segunda a sábado, no horário nobre da televisão brasileira, às 20h30. 

"É uma expectativa muito grande, porque o Horse Brasil já é um programa consolidado. Já estamos há mais de cinco anos desenvolvendo este trabalho. É um programa que vem mostrando tudo que acontece neste mundo da equinocultura do país, passando por provas, competições, feiras, leilões, congressos e muita informação pra quem gosta de cavalo, independente da raça ou modalidade", declara o jornalista responsável pela direção do programa, Alci Costa Leite (foto).

A grade de programação do Horse Brasil é focada em tudo o que acontece no mundo dos cavalos, tendo espaço para todas as raças eqüinas e suas modalidades esportivas, como tambor, baliza, pólo, hipismo, apartação, etc. Além disso, o programa também visita os principais haras do país e mostra aos seus telespectadores os detalhes da criação de cavalos da raça quarto-de-milha, árabe, lusitano, pampa, campolina, puro sangue inglês, paint horse, crioulos, muares, entre outros.

Hoje, o faturamento anual da indústria do cavalo é de R$ 7,5 bilhões. O agronegócio cavalo gera, por exemplo, 642,5 mil empregos diretos, ficando na frente de segmentos como o comércio atacadista, correios e indústria automotiva. O Brasil tem o quarto maior rebanho de eqüino do mundo, com 5,8 milhões de cabeças, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e México. 

 
30/03/2010
Gato que recebia Bolsa Família vira filme no MS

Nicanor Coelho

Lembram-se do Gato Billy? Aquele gatinho de estimação que durante um longo período estava na lista das crianças beneficiadas com o dinheiro do Bolsa Família, na cidade de Antônio João. Ele deixou de receber o "dinheirinho" mensal do Governo Lula, morreu, e agora foi transformado em personagem principal de um filme produzido por um cineasta de Dourados.

Como o bichano tem sete vidas, acabou sendo "ressuscitado" pelas mãos do pedreiro Celso Marques (foto), que, movido pelo amor à sétima arte, lembrou-se de Glauber Rocha e, com "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" escreveu um roteiro e com pouquíssimo dinheiro começou a filmar.

Celso é um homem simples, de pouco estudo. A boca desdentada e as mãos calejadas pela dureza do cimento e das construções não o impedem de sonhar. "Sou um artista. Quero que a minha arte seja reconhecida", diz o cineasta, que passeia pela poesia e pela música.

No filme de Celso, o nome do gato ganhou uma nova grafia. Perdeu o "y" e agora é apenas "Billi". O filme, segundo o cineasta, é uma sátira da situação política em Mato Grosso do Sul e no restante do Brasil.

"Caçada ao Gato Billi" foi feito de forma praticamente artesanal. Celso começou a filmar em Dourados e concluiu as gravações na cidade de Antonio João onde permaneceu por quinze dias. Parte das filmagens aconteceu na nascente do Rio Dourados e mostra um pouco da exuberância na natureza da região.

Celso ao escrever o roteiro de "Caçada ao Gato Billi" mudou um pouco o rumo da história original, mas manteve-se fiel a sua intenção de fazer uma crítica social. No filme, o personagem Pedro que mora em Dourados foi contratado por um "agente do governo" para caçar e capturar o Gato Billi.

Pedro procura o "Veio Cirilo" que tem um cachorro perdigueiro excelente caçador e com faro fino para pegar gatos. Pedro segue para Antonio João com "Pega-gato" o cachorro de Veio Cirilo e começa a caçada do Gato do Bolsa Família. Na narrativa o dono do gato Billi é um sujeito mau que utiliza o felino em suas artimanhas para roubar as pessoas e tudo que encontra pela frente. Pedro acaba encontrando Billi e seu dono.

Levado para Dourados, o dono de Billi é amarrado a uma árvore até que a política chega. Envergonhado pela sanha criminosa o dono de Billi suicida-se. E o gato? Billi tinha mais vidas a sua disposição e continua vivendo à custa do seu trabalho. Não recebe mais o dinheiro do Governo Federal.

Com duração de uma hora e oito minutos o filme foi apresentado na noite de sábado (27) no Cine Clube da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) antes do lançamento do seu primeiro filme "O Regenerado" e da sessão de autógrafos do seu livro "O Alcoólatra".

Marques nasceu em Antonio João há 46 anos e morou em várias cidades de Mato Grosso do Sul e na Bolívia e Paraguai. Ficou apenas três anos na escola e como construtor garante o sustento da mulher e dois filhos.

Em 2004 publicou o seu primeiro livro "Os caminhos de uma vida". Depois escreveu "O outro caminho de um sonho" e "A vida de ventania". Ele conta de escreveu dezenas de livros, mas um incendiou que destruiu sua casa acabou transformando em cinzas os originais.

Com o filme "O Regenerado" Celso participou da quarta edição do "Curta Santos Festival de Cinema", promovido pela TV Tribuna. Celso também está em processo de gravação dos filmes "O Garimpeiro de ilusão" e "O Enforcamento" que deverão ser lançados até dezembro.

COMO NASCEU BILLY?

Tudo começou em 23 de setembro de 2008 quando foi descoberta a fraude contra o Programa Bolsa Família por um agente comunitário de saúde do município de Antonio João.

Nesta data o agente solicitou a ida de Billy Flores da Rosa ao Posto de Saúde da Família com a intenção de checar o peso e a estatura da “criança” conforme as exigências do Governo Federal para que continuasse a receber o benefício.

Por causa da descoberta Eurico da Rosa fez várias alterações no cadastro de famílias beneficiadas pela bolsa e substituiu o nome de Billy pelo de seu sobrinho e posteriormente por uma sobrinha. Finalmente ele trocou o nome de sua esposa pelo de sua cunhada como beneficiaria dos menores. Nem mesmo a descoberta da fraude impediu que Eurico recebesse o beneficio até dezembro de 2008.

O ex-coordenador arrecadou coma fraude do Gato Billy R$ 2116,00 durante o período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008. Ele foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) que pediu a sua condenação por improbidade administrativa.

 
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