Aproveito o gancho do comentário de hoje cedo do badalado Ruy Pimentel, da capital FM, que pegou no pé do cara que ele diz ser fã, o Lula da Silva, para esclarecer a interrogação que coloquei no texto anterior quanto aos tais formadores de opinião. Pimentel criticou Lula exatamente pelo desrespeito do presidente à inteligência de quem ouve rádio, alertando que esse segmento do eleitorado não é mais tão tapado assim, exatamente por não ser mais o rádio o único veículo a levar a informação aos mais distantes rincões da pátria. Hoje, há que se concordar em gênero, número e grau com Pimentel, difícil encontrar um peão de boiadeiro, um pedreiro ou uma secretária do lar que não dispute em condições quase que de igualdade com qualquer executivo as informações (inclusive aplicações nas bolsas) mais privilegiadas, seja através de um simples celular, de um computador, via internet, ou pelas parabólicas que levam sinal de TV a todo esse Brasilsão de meu Deus. Antes, normalmente o mesmo peão de boiadeiro ou a secretária do lar acompanhava o patrão na hora do voto. Hoje, eles enganam o patrão e o candidato, votando naqueles que forem mais convincentes, seja no contato pessoal, pelo rádio ou pela TV, que continua sendo o grande palco da política. Acrescente-se a isso o fato de que um grande número de eleitores vai formar opinião é aqui mesmo, na telinha do computador, principalmente os aficcionados pelas mídias sociais, como o twitter - a coqueluche da Net, popularizado por Barack Obama durante a campanha eleitoral mais importante do mundo. O que não muda - e isso é tão antigo quanto o sufrágio universal que elege essa gente toda - é o terrorismo que grassa nessas ocasiões. Se antes se fazia panfletos apócrifos para detonar os adversários, hoje a moda é o marketing viral, como o que ilustra o texto anterior, aqui no blog, detonando titio Zeca. Não só o marketing viral (a mensagem distribuída simultaneamente para milhares de computadores), mas os fakes (personagens falsos atribuídos a personalidades, e agora aos candidatos) com informações das mais estapafúrdias e deturpadas que se possa imaginar, na tentativa de confundir um eleitor que, felizmente, como disse Ruy Pimentel, não é mais tão besta assim. |